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10 Jul

Terapia Ocupacional contribui na reabilitação neurológica de paciente com traumatismo craniano


Publicado em: 10 JUL 2015 às 14:38:00

 

Terapeuta Ocupacional Pâmela Gonçaves

 

  Por Márcia Martins

Há cinco anos, no dia 8 de janeiro de 2010, o jovem Roger Monteiro, 28, sofreu um grave acidente automobilístico, quando voltava de uma viagem de férias com a família. Sofreu inúmeras fraturas no corpo e traumatismo craniano, situação que o deixou em cima de uma cama em estado vegetativo persistente. Desde então, a vida de Roger mudou drasticamente. A Terapeuta Ocupacional, Pâmela Gonçalves, conta que condicionado ao leito aos poucos o paciente começou a reagir aos estímulos e teve início ao trabalho de reabilitação neurológica com equipe multiprofissional.

Pâmela explica que na casa onde o jovem mora com os pais, Rosa Marta Monteiro e Dionísio Monteiro, foram desenvolvidas algumas estratégias com a finalidade de potencializar as funções cognitivas tais como a memória, uma vez que ele teve um grande prejuízo na memória recente.


Segundo a drª, Roger possui uma melhor qualidade visual do lado esquerdo, portanto, alguns dispositivos foram posicionados estrategicamente desse lado do quarto dele, tais como o relógio de parede e um calendário confeccionado pela família por meio de orientações da terapeuta ocupacional com objetivo de trabalhar a orientação no tempo e no espaço. “E quando durante o mês, vai acontecer algum evento especial, este é destacado e trabalhado com ele diariamente, por meio de associações e pistas”, explica. Pâmela acrescenta que desta forma, cria-se mecanismos para que Roger possa se situar e ir resgatando os seus papéis ocupacionais.


Além do calendário, foram criadas outras estratégias para auxiliar no processo de reabilitação do Roger.


AGENDA DIÁRIA

Além do calendário para auxiliar na organização da rotina do Roger, a drª conta que é utilizado também um painel, que é atualizado pela família, diariamente. No painel são fixadas placas contendo o nome da atividade, dia da semana, as plaquinhas de ok, confeccionadas utilizando cores em contraste, favorecendo a visão e esquematizando a rotina diariamente, uma vez que o painel precisa ser montado no início do dia, e atualizado diariamente.

QUESTÃO VISUAL

Outro ponto que a Terapeuta Ocupacional trabalha com Roger é o visual, para poder auxiliá-lo na organização da memória e rotina dele. E ainda aprimorar a questão das Atividades de Vida Diárias (AVDs). Sendo assim, é deixado à vista dele figuras com orientações verbais e visuais. “Com as intervenções na residência, o apoio da família e a força de vontade do Roger, ele vem evoluindo dia após dia”, completa Pâmela Gonçalves.

Na continuidade, os pais do Roger contam sobre os benefícios que a Terapia Ocupacional em domicílio, trouxe para o filho.

“O acidente trouxe sequelas muito graves para o Roger e hoje, graças às sessões de Terapia Ocupacional em casa, ele se encontra num estágio bem melhor. A profissional Pâmela é muito dedicada e a meu ver, fazer Terapia Ocupacional dentro da própria casa, faz uma enorme diferença, porque é aqui que ele faz suas refeições, sua higiene pessoal, entre outras atividades. Ele está dia após dia conseguindo retornar a atividade de vida diária”, declara a mãe, Rosa Marta.
A mãe conta que a chegada da Terapia Ocupacional na vida de Roger trouxe duas abordagens: busca da reabilitação na rotina dele e o resgate da memória. “Ultimamente, nós percebemos que a atividade desenvolvida para resgatar a memória junto com as atividades que ele faz, que ele lembra que vai fazer aqui em casa é extremamente importante”, diz.

Os pais avaliam que o apoio da família no tratamento do paciente que faz Terapia Ocupacional, é fundamental. “O apoio da família é a continuidade do trabalho da profissional. É o exercício contínuo que vai melhorar o paciente”, pondera o pai.

Emocionada, a mãe encerra a entrevista dizendo que no decorrer desses cinco anos, o pai se portou como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional, psicólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem, cuidador 24 horas. “Então se a família não participar não se envolver, seguir o que o profissional pede, fica complicado surgir resultados”, conclui o pai, que se aposentou logo após o acidente do filho, só para cuidar dele.

E SE VOCÊ GOSTOU DE SABER SOBRE A HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO DO ROGER, A FAMÍLIA MONTOU UMA COMUNIDADE PARA ELE NO FACEBOOK:
Cada dia é uma vitória - a busca da reabilitação do nosso filho Roger



 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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