Publicado em: 21 JUN 2018 às 19:01:00
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Dados da OMS informam que no Brasil, pelo menos 30% dos idosos são vítimas de quedas ao ano. E o pior disso tudo, segundo a fisioterapeuta Drª Francielle Flalkoski é que a recuperação destas pessoas é mais lenta, devido às mudanças fisiológicas em ossos e articulações que estão envelhecidas. Destes que se acidental, a OMS informa que 50% ficam com a mobilidade reduzida e de 5% a 10% sofrem alguma fratura e registra um milhão de fraturas de fêmur de idosos no mundo, sendo 600 mil só no Brasil. Destas, 90% são causadas por quedas. Estima-se que após um ano, 20% dos idosos que caíram, estarão hospitalizados, institucionalizados ou morrerão.
Francielle informa que infelizmente esses eventos são negligenciados pela família, por profissionais da saúde, e até mesmo pelos próprios idosos. São atribuídos erroneamente como fatores naturais do processo de envelhecimento, e pouco valor é dado às ações preventivas e reabilitadoras. “Mas ninguém cai de maduro! A queda é um marcador de fragilidade, pode indicar doença aguda e é uma questão social ligada ao envelhecimento, necessitando de conscientização das pessoas e intervenção”, explica.
Tendo em vista que as profissões de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional estão à frente das demais profissões, quando o assunto é qualidade de vida, longevidade, independência e alternativas que visem amenizar as consequências do envelhecimento, a profissional diz que muitas destas quedas podem ser evitadas com intervenção clínica, exercícios específicos, orientações ambientais e uso correto de dispositivos auxiliar de marcha, quando indicado.
Crefito-9: Quais são os comportamentos de riscos mais comuns para a queda entre idosos?
Fisioterapeuta Francielle Flalkoski - subir em cadeiras para alcançar objetos, usar calçados mal ajustados e andar sobre piso molhado. E os idosos mais ativos estão mais expostos sofrer quedas, pois saem com frequência, andam de ônibus, sobem e descem escadas, e estão sempre envolvidos em alguma tarefa.
Crefito-9: Ao identificar alguém com esses comportamentos, que atitude tomar?
Fisioterapeuta Francielle Flalkoski - se você já identificou alguém com alguns desses fatores, procure um serviço qualificado para uma avaliação mais específica. Além do levantamento desses fatores de risco, existem testes de mobilidade e equilíbrio capazes de identificar possíveis caidores.
Crefito-9: Quais são os fatores mais importantes e determinantes para a ocorrência de quedas?
Fisioterapeuta Francielle Flalkoski - apesar de multifatorial, as características intrínsecas e as mudanças do corpo são os fatores mais importantes e determinantes para a ocorrência de quedas. As pesquisas mostram que o que tem mais impacto na redução da frequência e do risco de quedas é um programa de exercícios individualizado de múltiplos componentes, com ênfase em exercícios que desafiem o equilíbrio. A caminhada, aula aeróbica ou musculação, sozinhas, não são capazes de prevenir quedas. Devem ser estimuladas não só a força e resistência muscular, mas também os ajustes posturais, a percepção do espaço por meio dos sistemas visual, vestibular (labirinto) e somato-sensorial (sensibilidade principalmente dos pés), e o estado cognitivo (especialmente da função executiva, no seu componente atenção e dupla tarefa).
Crefito9: quais os caminhos para desenvolver programas ou oficinas de prevenção de quedas?
Fisioterapeuta Francielle Flalkoski - devem ser conduzidos por profissionais bem treinados e qualificados na área do envelhecimento, trabalhando com exercícios preventivos e informações diversas. Também é importante uma avaliação especializada no ambiente domiciliar, realizando algumas modificações e adaptações que auxiliem na mobilidade e estimulem a informação sensorial do idoso.
Crefito-9: além de exercícios preventivos e avaliação especializada no ambiente doméstico, o que mais pode ser feito para evitar quedas nesta faixa etária?
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