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29 Mai

Batiston defende inserção do fisioterapeuta em políticas públicas de saúde


Doutora em Ciências da Saúde fala da necessidade de engajamento político associado ao atendimento humanizado

Publicado em: 29 MAI 2013 às 17:27:00

Por Vinícius Bruno
Especial para o Crefito 9

Vinicius Bruno

Vinicius Bruno




A formação acadêmica na área da fisioterapia e terapia ocupacional em mais de 500 cursos existentes no país não discute como deveria políticas públicas de saúde. Essa lacuna resulta em baixo engajamento dos profissionais que atuam no mercado de trabalho. A temática abriu a palestra da doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UNB), Adriane Pires Batiston, ontem (29/5), durante Café Cultural realizado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito-9), no auditório da livraria Janina, em shopping da capital.
 
“Docentes e estudantes precisam estar no espaço de discussão política”, é a perspectiva abordada por Batiston. Porém a palestrante que também atua como coordenadora do curso de fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) diz que “essa ação só é possível quando está aliada com a formação”. Assim, a atuação profissional se torna mais humanizada e não perde o referencial teórico. Ela defende a mudança no modo de atuação e diz acreditar que “é preciso conhecer o contexto de quem está sendo cuidado”.

 Dessa forma, nos três níveis de atenção à saúde: primária, de média e alta complexidade são espaços que necessitam de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Para isso, Batiston propõe a assimilação de novos paradigmas, ou seja, “tratamento” passa a ser “cuidado” e “cura” precisa ser ampliada à “qualidade de vida”.

Para o presidente do Crefito- 9, Elias Nasrala Neto, a formação ainda está restrita ao atendimento “de uma pequena parcela da população”, mas o cenário “pode mudar quando o profissional participa de segmentos que elaboraram políticas públicas”. Ele afirma que essa iniciativa depende de ações em conjunto com as categorias, principalmente dos que estão saindo das faculdades.

A acadêmica do 8º semestre da Faculdade de Fisioterapia da Universidade de Cuiabá (Unic), Rose Santos, 38, diz que “falta interesse pessoal do profissional em buscar na política melhorias para a categoria”, e percebe que “algumas áreas tem muitos representantes políticos, mas na fisioterapia não”.

Reciclagem – “Leis e oportunidades à terapia ocupacional” é tema do próximo evento voltado aos terapeutas ocupacionais. O Café Cultural organizado pelo Crefito sábado (8/6), às 13h30, no auditório da livraria Janina no Shopping Três Américas em Cuiabá tem como palestrante Regis Nepomuceno.

Vinicius Bruno


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